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Da universidade ao impacto: quando inovação, empreendedorismo e propósito caminham juntos

Laureano Al Alam Neto· Empreendedor/CEO da Emotech 26 de agosto de 2026 4 min de leitura

Inovação não nasce de genialidade solitária: nasce de encontros entre pessoas, ciência, tecnologia, instituições e propósito. A trajetória da Emotech da UFSM à Pulsar Incubadora.

Há uma crença comum de que inovar é fruto de uma genialidade solitária, alguém que, sozinho, transforma uma ideia em revolução. A realidade é mais generosa e mais verdadeira. Inovação nasce de encontros entre pessoas, ciência, tecnologia, instituições e propósito. Ela floresce onde existe terreno preparado para acolher, orientar, desafiar e conectar quem ousa transformar conhecimento em solução.

A universidade como território de possibilidades

A Universidade Federal de Santa Maria é a prova de que a universidade é muito maior do que a sala de aula. É espaço de pesquisa, extensão, empreendedorismo e desenvolvimento regional, trata-se de um território onde o conhecimento não permanece restrito ao meio acadêmico, mas se converte em impacto social concreto. Quando uma universidade aproxima ciência e sociedade, ela não forma apenas profissionais, forma agentes de transformação e fortalece toda uma região.

A força dos ecossistemas de inovação

Foi nesse ambiente que encontrei a Pulsar Incubadora e o Parque Tecnológico da UFSM. Minha jornada começou em setembro de 2025, pelo programa ElevaStart, Powered by Inovacentro, em parceria com a Pulsar. O que era uma ideia, encontrou método, mentoria e estrutura. Ecossistemas de inovação cumprem exatamente esse papel, transformam ideias em projetos, projetos em negócios e negócios em soluções úteis à sociedade. Hoje, incubado na Pulsar, vejo de perto como o apoio técnico, institucional e humano amadurece propósitos que, isolados, dificilmente sobreviveriam.

Quando o propósito encontra a tecnologia

É desse percurso que nasceu a Emotech, plataforma com MVP (Produto Mínimo Viável) dedicada à gestão preventiva de riscos psicossociais nas organizações em conformidade com a NR-1, da saúde mental e da responsabilidade das empresas com quem nelas constrói valor. Mais do que uma tecnologia, ela é a materialização de uma ideia que cresceu porque houve quem acreditasse nela antes mesmo de existir.

Descobri que empreender não é caminhar sozinho. É construir pontes. As mais sólidas que atravessei foram erguidas pela UFSM, pela Pulsar Incubadora e por um ecossistema que acolhe quem sonha com responsabilidade. A maior conquista não é desenvolver uma plataforma, mas pertencer a um ambiente que acredita no poder da educação, da ciência e do empreendedorismo para transformar realidades. Por isso registro minha gratidão, porque nenhuma ideia caminha sozinha e a minha teve a sorte de encontrar bons caminhos.

Escrito por

Laureano Al Alam Neto

Empreendedor/CEO da Emotech